Profundo.
Talvez sem fundo.
Imundo de idéias.
Não repare
Nas obras de arte
São o escape
Das tristezas do mundo.
É sujo,
Dispensa platéias,
Pensa que a estréia já teve.
Não tem esperança
Nem se lembra criança.
De conhecimento,
Não tem mais sede.
É uma rede de dores
Na vida, não sente sabores.
É sentimento falido
Grito retiro
Sonho reprimido
Futuro que não quer.
É o eu que se expõe
Do cotidiano se opõe
Quer morrer só.
Dá dó...
terça-feira, 31 de maio de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Alimento
Nada combina!
Tentou, ainda, buscar no imerso do ser,
Depois se pôs a perceber o desgaste excessivo.
O inimigo era quem amava.
E seria mesmo o amor,
Ou a raiva?
A verdade era que a prática
Se opunha a teoria:
“Tanto faz a fantasia
Na vida, ninguém se alimenta de amor”.
Tentou, ainda, buscar no imerso do ser,
Depois se pôs a perceber o desgaste excessivo.
O inimigo era quem amava.
E seria mesmo o amor,
Ou a raiva?
A verdade era que a prática
Se opunha a teoria:
“Tanto faz a fantasia
Na vida, ninguém se alimenta de amor”.
domingo, 26 de setembro de 2010
Tempos Outros
Elas ficam entaladas na garganta,
À beira da revolução e do contentamento.
É tempo de decisão, eu sei,
Mas os recursos, percebo, são escassos.
Temo mais fracassos
E as palavras têm o dom de atraí-los.
Assim, os mesmos motivos que me induzem à partida,
Fixam-me no recuo.
Contudo, o escuro já não é o bastante pra mim.
À beira da revolução e do contentamento.
É tempo de decisão, eu sei,
Mas os recursos, percebo, são escassos.
Temo mais fracassos
E as palavras têm o dom de atraí-los.
Assim, os mesmos motivos que me induzem à partida,
Fixam-me no recuo.
Contudo, o escuro já não é o bastante pra mim.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Decreto
Hoje eu acordei vomitando palavras mais rudes que a vida
E andando pela avenida, declamei meus versos mais cortantes.
Perdi a voz, sim,
A calma, a alma, a mim.
Cara a cara com a revolta, percebi:
Tudo que está à minha volta não tem ouvido,
Por isso as relações não têm sentido
E quem se rebela, decreta seu fim.
E andando pela avenida, declamei meus versos mais cortantes.
Perdi a voz, sim,
A calma, a alma, a mim.
Cara a cara com a revolta, percebi:
Tudo que está à minha volta não tem ouvido,
Por isso as relações não têm sentido
E quem se rebela, decreta seu fim.
Poema Como Todos os Outros
Andando pelas ruas
Vi tudo o que todos vêem
Não me conformei igual a maioria
Reclamei como todos fazem
Sentei, bebi, fumei,
Voltei a andar pelas ruas
Vi tudo o que todos vêem
Não me conformei,
Reclamei,
Sentei,
Bebi,
Fumei,
Morri.
Vi tudo o que todos vêem
Não me conformei igual a maioria
Reclamei como todos fazem
Sentei, bebi, fumei,
Voltei a andar pelas ruas
Vi tudo o que todos vêem
Não me conformei,
Reclamei,
Sentei,
Bebi,
Fumei,
Morri.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Não
Não.
Dessa vez não vou cuspir meus absurdos verbais,
Nem pedir paz pro que não tem.
Quero apenas repousar-me com a certeza de que amanha ninguém e nada vai ser meu.
[antes a certeza do não, do que as infinitas possibilidades do talvez, talvez]
O que você fez [ou faz] é enxergar o mundo de maneira oposta à minha.
Alias, oposição seria uma das poucas palavras que nos definiria.
E falo isso no passado, porque não há mais presente.
Sua ausência começa a pesar nos meus passos e olhos.
[19/03/2010]
Dessa vez não vou cuspir meus absurdos verbais,
Nem pedir paz pro que não tem.
Quero apenas repousar-me com a certeza de que amanha ninguém e nada vai ser meu.
[antes a certeza do não, do que as infinitas possibilidades do talvez, talvez]
O que você fez [ou faz] é enxergar o mundo de maneira oposta à minha.
Alias, oposição seria uma das poucas palavras que nos definiria.
E falo isso no passado, porque não há mais presente.
Sua ausência começa a pesar nos meus passos e olhos.
[19/03/2010]
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