domingo, 13 de maio de 2012

Tá Tudo Bem


Eu sabia que
Em qualquer dias desses sombrios,
Sem abrigo,
Você voltaria para os braços
Daquela que nunca rompeu laços
E eu continuaria aqui:
A idealizar o que estaria por vir,
Se o meu medo me permitisse.
Não condeno, aceito, sei que não é erro de ninguém.
O mundo gira, você e eu também.
E enquanto ainda estiver viva
Essa paixão, que alivia e angustia,
Eu vou estar sonhando com os dias que não chegaram.

Bom saber que com você está tudo bem.


[Data Perdida]

domingo, 11 de setembro de 2011

Não Me Dê Chá de Cogumelo

Se uma já traz desgosto,
Não quero vê-la em triplo!
Digo isso porque
Me ofereceu, um amigo,
Alegando que é rico
O efeito do gosto.
Replico que riqueza excessiva
É o que me angustia
E essa realidade, que é nociva,
[Multiplicada, ainda por cima!]
Pode provocar ressaca infinita!

Corpo-Imã

Então aqui, frente a frente,
Poderia lhe declamar a poesia entalada na garganta,
Que quer gritar algo ainda abstrato.
Não sei...
Apesar do momento propício,
Ele é errado pra mim.
E fico assim: nessa angustia sem fim
Querendo tocar teu corpo-imã,
Que o tempo todo quer transformar em rima
O meu ser junto ao teu.

[13/07/2010]

Propaganda e/ou Caso Perdido

Já que você virou propaganda
E não vai entender o que te digo,
Não mais te suplico consciência.
Você é caso perdido!
Retirar-me da luta
É suicídio,
Mas, hoje, infeliz,
Prefiro morrer, do que ver
Tua glória sem brilho.
Já que você virou propaganda
Eu te digo que você tá bonito,
Enquadrado,
Bem vestido,
Um verdadeiro partido
Pros que não pensam!
Que pena, querido.
Logo você, que já teve em mim um abrigo,
Que de minhas paixões,
Foi a que, um dia, me orgulhei...
Logo você,
Que escutei dizer
Que ia mudar o mundo.
Você, querido,
Hoje, tá imundo de propostas falsas,
De focos equivocados,
De faltas de opiniões exacerbadas,
De ideologias rasas!
Agora, você é propaganda.
Te vejo na tv, alí na banca,
Menos aqui perto, vivo, completo.
Você, querido, agora é só imagem
E reprodução do perigo.
Já que você virou propaganda
A última coisa que te digo
(Com a certeza de que vai ser bem difícil
O entendimento da sua cabeça atrofiada),
É que te perdi pela estrada,
Mas, se pudesse, teria de prendido,
Seu bandido,
Desunamo,
Desonesto,
Esquecido,
Caso perdido,
Caso perdido,
Caso PERDIDO!!!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Tudo Que É Meu

Todos os passos que tenho dado,
Mostram-me que minha força vem de mim.
Andam por aí falando de um eu que não existe
Simplesmente por que, por um tempo,
Busquei-me em outros seres, saberes,
Em outras dores.
Por isso, fui triste.
Hoje, sou eu e ponto.
Então, o que te conto é poesia,
Fantasia,
É paixão de verdade.
Confesso que senti saudade de mim!
E hoje, quando me olho no espelho e me vejo assim:
Tão eu,
Penso que ainda tem muita coisa pra descobrir do que sou
E compartilhar com o mundo.

Tudo que é meu eu entrego;
Tudo que é meu é profundo!

Não Vem

Eu não vou mais esperar por alguém que não vem.
Durante toda a minha antiga vida,
Fui louca pela farsa da impossibilidade
E tornei possíveis romances eternos.
Hoje, não tenho tempo.
Enquadrei-me.
Na agenda, só resta espaço pro que é prático.
É triste, eu sei.
Mas, deixa o tempo...
Quem sabe ele não decide dar uma trégua
E faça com que a falta de espera
Traga de novo o derradeiro amor.

Desculpe, meu bem,
Virei racional;
Virei opressor!

Como Já Devia Ter Feito

Pra dizer que eu decidi viver
O que podia já ter vivido,
Mas o libido dos dias sombrios
Me fizeram fugir.
Dizem que o nosso tempo passou,
Mas acredito que ele ainda esteja por vir.
Numa dessas manhãs de devaneios,
Através de qualquer meio,
Vou aí te visitar.
Compartilhar meus desejos.
Te explicar meus anseios
E te amar, te amar, te amar...

Como já devia ter feito!